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    Nunca é tarde para errar

    Por: Laércio Garrido - convidado, 24/05/2010

    Você é do tipo de pessoa que se orgulha de nunca errar? Ou você é mentiroso ou nunca se arrisca! Pense bem, ainda é tempo de mudar de atitude.

    Todo mundo conhece e concorda com o ditado “errar é humano”, mas quando o erro ocorre, o pânico e a culpa se instalam rápida e dolorosamente no envolvido.

    “Caiu no inferno e não tem mais jeito? Abrace o capeta”. Não adianta ficar se lamentando sobre o que aconteceu. Lembre-se que as lágrimas podem gerar pena nos outros e de si mesmo, mas o suor é que provoca mudanças. Após a constatação do erro, seu objetivo imediato é encontrar a solução para minimizar as conseqüências negativas.

    A tolerância ao erro é uma competência cada vez mais valorizada nas organizações como um princípio fundamental para alavancar as inovações. Diversas pesquisas já comprovaram esse fato.

    Quem tem medo de arriscar nunca tenta nada de novo e, portanto, permanece feliz em sua mediocridade, reduzindo suas chances de evolução na carreira.

    Faça uma autocrítica se você é daquelas pessoas com mania de perfeição, as quais se esquecem que o ótimo é o maior inimigo do bom. Você pode ter sido inoculado na infância, evidentemente não de propósito, com o vírus comportamental do “seja perfeito meu filho” e ainda não conseguiu encontrar uma vacina adequada. O perfeccionista nunca se arrisca, mesmo nas atividades de importância secundária, pois está sempre tentando atingir a meta impossível dos cem por cento. Para ele qualquer valor menor representa um grande erro.

    Ao receber uma proposta de emprego, tente investigar com colaboradores ou ex-colaboradores de que maneira a empresa administra os erros. Se a forma for inadequada considere esse aspecto com muito carinho antes de tomar a decisão. As empresas que encaram o erro positivamente e se preocupam com as inovações, estão sempre transmitindo aos empregados a máxima: “cometa erros novos, pois isso significa que você não tem medo de tentar o melhor”.

    A seguir algumas regras para facilitar a gestão eficaz do erro, antes e depois dele ocorrer:

    Antes:

     - Analise  a   relação  custo/benefício  entre  buscar  a  inovação  sem  medo colhendo os louros do sucesso e a mesmice do acerto que não  agrega valor à organização.

     - Conforme  o   nível   do   risco,  compartilhe  o   mesmo  com    seu   líder

    imediato,  ouvindo  suas   sugestões  para  certificar-se  de   que   está no caminho correto.

     - Identifique   os    possíveis     erros    (problemas)    do   projeto    a    ser

     implementado, definindo  as  ações  preventivas  para evitá-los e  as  ações contingenciais  para minimizar os seus efeitos.

     

    Depois:

     - Não tente esconder o erro. Assuma-o com firmeza e naturalidade

     - Seja rápido na correção do erro.

     - Nunca peça desculpas do tipo: “foi minha culpa”, “estraguei tudo”...

     - Procure aprender com o erro. Nunca o repita.

     - Foi punido pelo erro novo? Pense seriamente em mudar de área ou empresa.



    Laércio Garrido - convidado
    professor universitário e consultor empresarial, escreveu os livros: "Participação nos Lucros e resultados", "Virei gerente e agora?" e "Quero continuar gerente, e agora?"

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